terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O horror, a humanidade

por Julio Canuto

Execução pelo Estado Islâmico, Inquisição pela Igreja Católica, o microondas nas favelas cariocas: a morte pelo fogo. Decapitações pelo EI, por presidiários no Maranhão, ou nas guilhotinas europeias. Linchamentos na África, no Brasil e nos EUA. Estas, dentre outras formas de violência acontecem, infelizmente, há séculos e em praticamente todos os lugares. Não são exclusividade de um povo, de uma religião, de um tempo. No final das contas, será que a violência é o que nos iguala?

Angeli. Folha de S.Paulo, 24/201/2015.
A seguir o interessante artigo Espelho do mal, de Leandro Karnal, publicado no caderno Aliás, d'O Estado de S.Paulo, em 07 de fevereiro de 2015:

A marcha da história é um espetáculo terrível de atrocidades. A humanidade queima, empala, tortura, executa, cria câmaras de gás, mata de fome, bombardeia, enforca, esquarteja, leva à cadeira elétrica, perfura de balas, atropela e esmaga. Sempre foi assim, mas variam nossos mecanismos de crueldade e de violência. O que limita nossa crueldade é nossa tecnologia. Se alguém cair em tentação de atribuir à religião essa violência, deve aumentar a lista com dois tiranos campeões de genocídio, Stalin e Mao, ambos ateus. Não é Deus nem a raça; não é o momento nem as riquezas - somos nós mesmos. A semente do mal não germina em nós, nós somos o mal. Se a água que a rega é piedosa ou cientifica, ateia ou mística, tanto faz para as vítimas. LEIA NA ÍNTEGRA AQUI.

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